Olá amiga(o)tudo bem? Quero agradecer pela sua visita a este espaço. Este blog é um lugar de amizade e informação entre pessoas. Que ele seja um lugar da mais Alta Shalom do Eterno. Desde Sião, que chuvas de bençãos caia sobre voçê e os seus amados. Que O Eterno D'us lhe exalte e bendiga! ✡ALESSANDRO MARTINS PAULA ✡: 2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A íntegra do discurso de Benjamin Netanyahu na ONU

















Senhoras e senhores, Israel estendeu sua mão para a paz a partir do momento em que foi estabelecido, há 63 anos. Em nome de Israel e do povo judeu, eu estendo a mão de novo hoje. Estendo-a para o povo do Egito e da Jordânia, com renovada amizade por vizinhos com os quais assinamos [tratados de] a paz. Estendo-a ao povo da Turquia, com respeito e boa vontade. Estendo-a ao povo da Líbia e da Tunísia, com admiração por aqueles que procuram construir um futuro democrático. Estendo-a para os outros povos do norte da África e da Península Arábica, com quem queremos forjar um novo começo. Estendo-a ao povo de Síria, Líbano e Irã, com admiração pela coragem dos que lutam [contra a ] repressão brutal.

Mas, em especial, estendo minha mão para o povo palestino, com quem buscamos uma paz justa e duradoura.

Senhoras e senhores, em Israel nossa esperança de paz nunca diminui. Nossos cientistas, médicos, inovadores, usam seu talento para melhorar o mundo de amanhã. Nossos artistas, nossos escritores, enriquecem o patrimônio da humanidade. Agora, sei que essa não é exatamente a imagem de Israel que muitas vezes é retratada nesta sala. Afinal, foi aqui, em 1975, que o antigo anseio do meu povo para restaurar nossa vida nacional em nossa antiga pátria bíblica – foi quando esse [anseio] foi traçado… ou melhor, estigmatizado, vergonhosamente, como racismo. E foi aqui, em 1980, aqui mesmo, que o histórico acordo de paz entre Israel e Egito não foi elogiado; foi denunciado! E é aqui que ano após ano Israel é injustamente escolhido como vítima a ser condenada. É escolhido como vítima a ser condenada com maior frequência do que todas as nações do mundo, juntas. Vinte e uma das 27 resoluções da Assembléia Geral condenam Israel – a verdadeira democracia do Oriente Médio.

Bem, esse é um aspecto triste da ONU. É o… o teatro do absurdo. Não só Israel é apresentado como o vilão; com frequência, os verdadeiros vilões desempenham o papel de protagonistas: a Líbia de Kadafi presidiu a Comissão das Nações Unidas sobre Direitos Humanos; o Iraque de Saddam chefiou o Comitê da ONU sobre Desarmamento.

Pode-se dizer: isso é passado. Bem, aqui está o que acontece agora… exatamente agora, hoje. O Líbano, controlado pelo Hezbollah, preside o Conselho de Segurança da ONU. Isso significa que uma organização terrorista preside a instância encarregada de garantir a segurança do mundo.

Isso não poderia acontecer.

Então, aqui na ONU, maiorias podem decidir qualquer coisa de modo automático. Podem decidir que o Sol se põe no oeste ou nasce no oeste. Penso que a primeira alternativa já foi pré-ordenada. Mas essas maiorias também podem decidir… e decidiram, que o Muro das Lamentações, em Jerusalém, o lugar mais sagrado do judaísmo, é território palestino ocupado.

E até mesmo aqui, na Assembléia Geral, a verdade às vezes pode entrar. Em 1984, quando fui nomeado embaixador de Israel nas Nações Unidas, visitei o grande rabino de Lubavich. Ele me disse… e, senhoras e senhores, não quero que nenhum de vocês se ofenda por causa da experiência pessoal de servir aqui, sei que há muitos homens e mulheres honrados, muitas pessoas capazes e decentes servindo suas nações na ONU. Mas eis o que o rabino me disse. Ele me disse: você vai servir numa casa de muitas mentiras. E então falou: lembre que, até mesmo no lugar mais escuro, a luz de uma única vela pode ser vista em toda parte.

Hoje espero que a luz da verdade brilhe, mesmo que apenas por alguns minutos, em um salão que há muito tempo tem sido um local de trevas para meu país. Como primeiro-ministro de Israel, não vim aqui para ganhar aplausos. Vim aqui para falar a verdade. A verdade é… a verdade é que Israel quer a paz. A verdade é que eu quero a paz. A verdade é que no Oriente Médio, em todos os momentos, mas especialmente nestes dias turbulentos, a paz deve ser ancorada na segurança. A verdade é que não podemos alcançar a paz por intermédio de resoluções da ONU, mas apenas por meio de negociações diretas entre as partes. A verdade é que até agora os palestinos se recusaram a negociar. A verdade é que Israel quer a paz com um Estado palestino, mas os palestinos querem um Estado sem paz. E a verdade é que a ONU não deve deixar isso acontecer.

Senhoras e senhores, quando cheguei aqui, há 27 anos, o mundo estava dividido entre o Oriente e o Ocidente. Ao longo desse período, a guerra fria terminou, as grandes civilizações se levantaram de séculos de sono, centenas de milhões de pessoas foram retiradas da pobreza, incontáveis mais estão prontas para acompanhá-las, e a coisa notável é que até agora essa mudança histórica monumental em grande parte ocorreu de maneira pacífica.No entanto, um tumor maligno que ameaça a paz de todos cresce entre Oriente e Ocidente,. Ele procura não libertar, mas escravizar, não construir, mas destruir.

Esse tumor maligno é o islamismo militante. Ele se esconde no manto de uma grande fé, ainda que assassine judeus, cristãos e muçulmanos com imparcialidade implacável. Em 11 de setembro [de 2001], matou milhares de estadunidenses, e deixou as torres gêmeas em ruínas, ardendo em fogo. Na noite passada, coloquei uma coroa de flores no memorial de 11 de setembro. Foi profundamente comovente. Mas, enquanto eu me encaminhava para lá, algo ecoou em minha mente: as palavras ultrajantes do presidente do Irã, ontem, aqui nesta tribuna. Ele deu a entender que o 11 de setembro foi uma conspiração estadunidense. Alguns de vocês deixaram esta sala. Todos deveriam tê-la deixado.

Desde 11 de setembro, militantes islâmicos abateram inúmeros outros inocentes – em Londres e Madri, em Bagdá e Mumbai, em Tel Aviv e Jerusalém, em toda parte de Israel. Acredito que o maior perigo enfrentado pelo mundo é que esse fanatismo vai munir-se de armas nucleares. E é precisamente isso que o Irã está tentando fazer.

Vocês podem imaginar que o homem que vociferava aqui ontem… podem imaginá-lo com armas nucleares? A comunidade internacional deve deter o Irã antes que seja tarde demais. Se o Irã não for detido, vamos todos enfrentar o fantasma do terrorismo nuclear, e a Primavera Árabe poderá tornar-se, em breve, um inverno iraniano. Isso seria uma tragédia. Milhões de árabes tomaram as ruas para substituir a tirania pela liberdade, e ninguém se beneficiaria mais do que Israel se aqueles comprometidos com a liberdade e a paz prevalecessem.

Essa é minha esperança fervorosa. Mas, como primeiro-ministro de Israel, não posso arriscar o futuro do Estado judeu em utopias. Os líderes devem ver a realidade como ela é, não como deveria ser. Devemos fazer o nosso melhor para moldar o futuro, mas não podemos escamotear os perigos do presente.

E o mundo em torno de Israel está, definitivamente, tornando-se mais perigoso. O islamismo militante já tomou o Líbano e Gaza. Está determinado a rasgar os tratados de paz entre Israel e Egito e entre Israel e Jordânia. Está envenenando muitas mentes árabes contra os judeus e Israel, contra os Estados Unidos e o Ocidente. Opõe-se não às políticas de Israel, mas à existência de Israel.

Agora, alguns argumentam que a disseminação do islamismo militante, especialmente nestes tempos turbulentos… se você quiser retardá-lo, alegam, Israel deve se apressar em fazer concessões, em fazer concessões territoriais. E essa teoria parece simples. Basicamente, é assim: deixe o território e a paz avançará. Os moderados sairão fortalecidos, os radicais serão encurralados. E não se preocupe com os incômodos detalhes de como Israel vai se defender; tropas internacionais farão o trabalho.

Essas pessoas me dizem constantemente: basta fazer uma oferta abrangente e tudo vai dar certo. Vocês sabem, há apenas um problema com essa teoria. Nós a tentamos e não funcionou. Em 2000, Israel fez uma oferta de paz abrangente que cobriu praticamente todas as exigências palestinas. Arafat a rejeitou. Os palestinos, em seguida, lançaram um ataque terrorista que custou milhares de vidas israelenses.

O primeiro-ministro Olmert fez uma oferta ainda mais ampla em 2008. O presidente Abbas nem sequer respondeu a ela.

Mas Israel fez mais do que apenas propor ofertas abrangentes. Nós deixamos o território. Nos retiramos do Líbano em 2000 e de cada centímetro quadrado de Gaza em 2005. Isso não acalmou a tempestade islâmica, a tempestade militante islâmica que nos ameaça. Isso só trouxe a tempestade mais perto e a tornou mais forte.

Hezbollah e Hamas dispararam milhares de foguetes contra nossas cidades de cada território que abandonamos. Vejam, quando Israel deixou o Líbano e Gaza, os moderados não derrotaram os radicais, os moderados foram devorados pelos radicais. E lamento dizer que as tropas internacionais, como UNIFIL no Líbano e UBAM (ph) em Gaza não impediram os radicais de atacar Israel.

Saímos de Gaza na esperança da paz.

Não congelamos as colônias na Faixa de Gaza; nós as tiramos de lá. Fizemos exatamente o que a teoria diz: saiam, voltem às fronteiras de 1967, desmantelem as colônias.

E não creio que as pessoas se lembrem quão longe fomos para conseguir isso. Tiramos milhares de pessoas de suas casas. Tiramos crianças de… de suas escolas e de seus jardins de infância. Destruímos sinagogas. Nós até mesmo… até mesmo tiramos entes queridos de seus túmulos. E, em seguida, tendo feito tudo isso, entregamos as chaves de Gaza ao presidente Abbas.

Ora, a teoria diz que isso deve dar certo, e o presidente Abbas e a Autoridade Palestina poderiam construir um Estado pacífico em Gaza. Vocês pode se lembrar de que o mundo inteiro aplaudiu. Eles aplaudiram nossa retirada como um ato de grande habilidade política. Foi um ato corajoso de paz.

Mas, senhoras e senhores, nós não conseguimos a paz. Alcançamos a guerra. Alcançamos o Irã, que, por meio de seu plenipotenciário Hamas, prontamente expulsou a Autoridade Palestina. A Autoridade Palestina entrou em colapso em um dia… em um dia.

O presidente Abbas disse nesta tribuna que os palestinos estão armados apenas com suas esperanças e seus sonhos. Sim, esperanças, sonhos e 10 mil mísseis e foguetes Grad fornecidos pelo Irã, para não mencionar o rio de armas letais fluindo agora para Gaza do Sinai, da Líbia e de outros locais.

Milhares de mísseis já choveram sobre nossas cidades. Então vocês podem entender que, dado tudo isso, os israelenses perguntem, de modo correto: como evitar que isso aconteça também na Cisjordânia? Vejam, a maioria de nossas principais cidades do sul do país estão a algumas dezenas de quilômetros de Gaza. Mas no centro do país, em frente à Cisjordânia, nossas cidades estão a algumas centenas de metros ou, no máximo, a poucos quilômetros de distância da fronteira da Cisjordânia.

Por isso quero perguntar a vocês. Será que algum de vocês… que qualquer um de vocês traria o perigo para tão perto de suas cidades, de suas famílias? Vocês agiriam de maneira tão descuidada com a vida de seus cidadãos? Israel está preparado para ter um Estado palestino na Cisjordânia, mas não estamos preparados para ter outra Gaza lá. E é por isso que precisamos ter acordos de segurança reais, que os palestinos simplesmente se recusam a negociar conosco.

Os israelenses se lembram das lições amargas de Gaza. Muitos dos críticos de Israel as ignoram. Eles, de maneira irresponsável, aconselham Israel a ir por esse caminho arriscado mais uma vez. Ao ler-se o que essas pessoas dizem, é como se nada tivesse acontecido… elas apenas repetem os mesmos conselhos, as mesmas fórmulas, como se nada disso houvesse ocorrido.

E esses críticos continuam a pressionar Israel a fazer concessões de larga escala, sem primeiro garantir a segurança de Israel. Louvam como estadistas louváveis aqueles que, de modo involuntário, alimentam o crocodilo insaciável do islamismo militante. Apresentam como inimigos da paz aqueles de nós que insistem que devemos primeiro construir uma barreira resistente para manter o crocodilo de fora, ou no mínimo colocar uma barra de ferro entre suas mandíbulas escancaradas.

Assim, diante de rótulos e calúnias, Israel deve considerar melhor conselho. Melhor uma imprensa ruim do que um elogio bom, e melhor ainda seria uma imprensa justa, cujo sentido da história se estendesse além do café da manhã, e que reconhecesse as preocupações legítimas de Israel com sua segurança.

Acredito que em negociações sérias de paz, essas necessidades e preocupações podem ser devidamente tratadas, mas não serão resolvidas sem negociações. E as necessidades são muitas, porque Israel é um país bem pequeno. Sem Judeia e Samaria, a Cisjordânia, Israel tem, ao todo, nove milhas de largura.

Quero colocar isso em perspectiva, porque vocês estão todos nesta cidade. Isso [nove milhas] corresponde a cerca de dois terços do comprimento de Manhattan.É a distância entre Battery Park e Universidade de Colúmbia. E não se esqueçam de que as pessoas que vivem no Brooklyn e em Nova Jersey são consideravelmente mais agradáveis do que alguns dos vizinhos de Israel.

Assim, como vocês… como vocês protegem um país tão pequeno, cercado por pessoas que juraram sua destruição e armados até os dentes pelo Irã? Obviamente vocês não podem defendê-lo apenas nesse espaço estreito. Israel precisa de maior profundidade estratégica, e é exatamente por isso que a Resolução 242 do Conselho de Segurança não exige que Israel deixe todos os territórios tomados na Guerra dos Seis Dias. Ele fala na retirada dos territórios, para fronteiras seguras e defensáveis. E, para se defender, Israel deve manter uma presença militar de longo prazo em áreas estratégicas, críticas, da Cisjordânia.

Expliquei isso ao presidente Abbas. Ele respondeu que, para ser soberano, o Estado palestino jamais poderia aceitar tais acordos. Por que não? Os Estados Unidos manteve tropas no Japão, na Alemanha e na Coréia do Sul por mais de meio século. A Grã-Bretanha teve um espaço aéreo em Chipre, ou melhor, uma base aérea em Chipre. A França tem forças em três nações independentes da África. Nenhum desses Estados alega que não é soberano.

E há muitas outras questões de segurança vital que também devem ser abordadas. Vejamos a questão do espaço aéreo. Mais uma vez, as pequenas dimensões de Israel criam problemas enormes de segurança. Os Estados Unidos podem ser atravessados por avião a jato em seis horas. Para cruzar Israel, um avião leva três minutos. Então, o minúsculo espaço aéreo de Israel pode ser cortado pela metade e dado a um Estado palestino [que] não [está] em paz com Israel?

Nosso maior aeroporto internacional está a poucos quilômetros da Cisjordânia. Sem paz, nossos aviões vão se tornar alvos de mísseis antiaéreos colocados a nosso lado, no Estado palestino? E como vamos deter o contrabando na Cisjordânia? [O problema] Não é apenas a Cisjordânia, são as montanhas da Cisjordânia. Elas dominam a planície costeira, abaixo da qual fica a maioria da população de Israel. Como poderíamos evitar o contrabando, nessas montanhas, dos mísseis que poderiam ser atirados em nossas cidades?

Trago esses problemas porque eles não são problemas teóricos. São muito reais. E, para os israelenses, são assunto de vida e morte. Todas essas potenciais aberturas na segurança de Israel têm de ser fechadas num acordo de paz antes de um Estado palestino ser declarado, e não depois, porque, se deixarmos isso para depois, elas não serão fechadas. E esses problemas vão explodir em nossa cara e explodirão a paz.

Os palestinos devem primeiro fazer a paz com Israel e, em seguida, obter o seu Estado. Mas eu também quero dizer-lhes isso. Depois de um acordo de paz assim ser assinado, Israel não será o último país a dar as boas vindas a um Estado palestino como novo membro das Nações Unidas. Será o primeiro.

E há mais uma coisa. O Hamas tem violado a lei internacional, mantendo nosso soldado Gilad Shalit preso há cinco anos.

Eles ainda não permitiram uma única visita da Cruz Vermelha. Ele [Shalit] é mantido num calabouço, na escuridão, contra todas as normas internacionais. Gilad Shalit é filho de Aviva e Noam Shalit. É neto de Zvi Shalit, que escapou do holocausto vindo à… na década de 1930, como um menino, para a terra de Israel. Gilad Shalit é filho de cada família israelense. Cada nação aqui representada deve exigir sua libertação imediata. Se vocês quiserem… se vocês quiserem aprovar uma resolução sobre o Oriente Médio hoje, essa é a resolução que devem aprovar.

Senhoras e denhores, no ano passado, em Israel, na Universidade de Bar-Ilan, este ano no Knesset e no Congresso dos EUA, dei minha visão para a paz, em que um Estado palestino desmilitarizado reconhece o Estado judeu. Sim, o Estado judeu. Afinal, este é o órgão [ONU] que reconheceu o Estado judeu há 64 anos.Agora, vocês não acham que é hora de os palestinos fazerem o mesmo?

O Estado judeu de Israel sempre protegerá os direitos de todas as suas minorias, incluindo os mais de um milhão de cidadãos árabes de Israel. Eu gostaria de poder dizer a mesma coisa sobre um futuro Estado palestino, pois como as autoridades palestinas deixaram claro outro dia… na verdade, acho que fizeram isso aqui, em Nova York… eles disseram que o Estado palestino não vai permitir nenhum judeu em seu território. Eles serão um país sem judeus – Judenrein.Isso é limpeza étnica. Existem leis hoje, em Ramallah, que tornam a venda de terras a judeus punível com a morte. Isso é racismo. E vocês sabes que leis isso evoca.

Israel não tem intenção de mudar o caráter democrático de nosso estado. Nós apenas não queremos que os palestinos tentem mudar o caráter judaico do nosso Estado. Queremos desistir… queremos que eles desistam da fantasia de inundar Israel com milhões de palestinos.

O presidente Abbas esteve aqui [na tribuna] e disse que o núcleo do conflito israelense-palestino são as colônias. Bem, isso é estranho.Nosso conflito vem sendo travado há… grassava há quase meio século antes que houvesse uma única colônia israelense na Cisjordânia. Portanto, se o que o presidente Abbas diz é verdade, então a… acho que as colônias a que ele se refere são Tel Aviv, Haifa, Jaffa, Beer Sheva. Talvez fosse a isso que ele se referiu quando disse que Israel vem ocupando terras palestinas há 63 anos. Ele não disse a partir de 1967, ele disse a partir de 1948. Espero que alguém se preocupe em fazer-lhe essa pergunta, porque ela ilustra uma verdade simples: o núcleo do conflito não são as colônias. As colônias são um resultado do conflito.

As colônias têm de ser… é uma questão que tem de ser abordada e resolvida no decorrer das negociações. Mas o núcleo do conflito sempre foi e, infelizmente, continua a ser a recusa dos palestinos em reconhecer um Estado judeu em qualquer fronteira.

Acho que é tempo de a liderança palestina reconhecer o que todo líder internacional sério reconheceu, de Lorde Balfour e Lloyd George, em 1917, ao presidente Truman, em 1948, ao presidente Obama, há apenas dois dias, aqui mesmo: Israel é o Estado judeu.

Presidente Abbas, pare de andar em torno desta questão.Reconheça o Estado judeu, e faça a paz conosco. Numa paz tão genuína, Israel está preparado para fazer concessões dolorosas.Acreditamos que os palestinos não devem ser nem cidadãos de Israel, nem seus súditos. Devem viver num estado livre e próprio. Mas devem estar prontos, como nós, para o compromisso. E nós sabemos que eles estão prontos para o compromisso e para a paz quando começarem a levar a sério as exigências de segurança de Israel e quando pararem de negar nossa ligação histórica à nossa antiga terra natal.

Muitas vezes os ouvi acusar Israel de judaizar Jerusalém. É como acusar os Estados Unidos de estadunizar Washington, ou a Grã-Bretanha de anglicizar Londres. Vocês sabem por que somos chamados “judeus”? Porque viemos da Judeia.

No meu gabinete, em Jerusalém, há um… há um selo antigo. É o timbre de um oficial judeu da época da Bíblia. O selo foi encontrado ao lado do Muro das Lamentações, e isso remonta há 2.700 anos, ao tempo do rei Ezequias. Agora, há o nome do funcionário judeu inscrito no timbre, em hebraico. Seu nome era Netanyahu. Esse é o meu sobrenome. Meu primeiro nome, Benjamin, remonta a mil anos antes de Benjamin – Binyamin – filho de Jacó, também conhecido como Israel. Jacó e seus 12 filhos percorriam essas mesmas colinas da Judeia e Samaria há 4 mil anos, e tem havido uma presença judaica contínua naquela terra desde então.

E os judeus que foram exilados de nossa terra nunca deixaram de sonhar com a volta: judeus na Espanha, na véspera da sua expulsão; judeus na Ucrânia, fugindo dos pogroms; judeus lutando contra o gueto de Varsóvia, quando os nazistas o cercaram. Eles nunca deixaram de rezar, eles nunca deixaram de ter saudade. Sussurravam: no próximo ano em Jerusalém. No próximo ano na terra prometida.

Como primeiro-ministro de Israel, falo por uma centena de gerações de judeus que foram dispersos pelas nações, que sofreram todo o mal sob o Sol, mas que nunca perderam a esperança de restabelecer a sua vida nacional no primeiro e único Estado judeu.

Senhoras e senhores, continuo a esperar que o presidente Abbas seja meu parceiro na paz. Trabalhei duro para fazer avançar a paz. No dia em que tomei posse, pedi negociações diretas sem condições prévias. O presidente Abbas não respondeu. Estabeleci como objetivo a paz de dois Estados para dois povos. Ele ainda não respondeu. Tirei centenas de bloqueios e de postos de controle [checkpoints, no original] para facilitar a liberdade de movimento nas áreas palestinas, o que facilitou um crescimento fantástico da economia palestina. Mas, de novo, sem resposta. Tomei a medida sem precedentes de congelar novas construções nas colônias por 10 meses. Nenhum primeiro-ministro fez isso antes, nunca. Mais uma vez… vocês aplaudem, mas não houve resposta. Nenhuma resposta.

Na últimas semanas, autoridades estadunidenses propuseram ideias para reiniciar as conversações de paz. Havia coisas nessas idéias sobre as fronteiras de que não gostei. Havia coisas lá sobre o Estado judeu que, tenho certeza, os palestinos não gostaram.

Mas, com todas as minhas reservas, eu estava disposto a avançar com base nessas ideias estadunidenses.

Presidente Abbas, por que não se junta a mim? Temos que parar de negociar sobre as negociações. Vamos apenas seguir em frente. Vamos negociar a paz.

Passei anos defendendo Israel no campo de batalha. Passei décadas defendendo Israel no tribunal da opinião pública. Presidente Abbas, você dedicou sua vida a promover a causa palestina. Esse conflito deve continuar por gerações ou vamos permitir que nossos filhos e netos falem, nos próximos anos, em como encontramos um modo de acabar com ele? Esse deve ser nosso objetivo, e é isso que, acredito, podemos alcançar.

Em dois anos e meio, nós nos encontramos em Jerusalém apenas uma vez, apesar de minha porta sempre ter estado aberta para você. Se quiser, vou a Ramallah. Na verdade, tenho uma sugestão melhor. Nós dois voamos milhares de quilômetros até Nova York. Agora estamos na mesma cidade. Estamos no mesmo edifício. Então, vamos nos reunir aqui hoje, nas Nações Unidas. Quem nos deteria? O que nos deteria? Se realmente queremos a paz, o que nos impediria de reunirmo-nos hoje e dar início às negociações de paz?

E sugiro que falemos aberta e honestamente. Vamos ouvir um ao outro. Vamos fazer como dizemos no Oriente Médio: vamos dizer “doogri”. Isso significa “franqueza”. Falarei sobre minhas necessidades e preocupações. Você falará sobre as suas. E, com a ajuda de Deus, vamos encontrar um terreno comum para a paz.

Há um velho ditado árabe segundo o qual não se pode bater palmas com uma só mão. Bem, o mesmo é verdade em relação à paz. Não posso fazer a paz sozinho. Não posso fazer a paz sem você. Presidente Abbas, estendo minha mão – a mão de Israel – em paz. Espero que você aperte essa mão. Somos ambos filhos de Abraão. Meu povo o chama Avraham. Seu povo o chama Ibrahim. Partilhamos o mesmo patriarca. Vivemos na mesma terra. Nossos destinos estão interligados. Vamos realizar a visão de Isaías (fala em hebraico): “As pessoas que caminham na escuridão verão uma grande luz”. Deixe que essa luz seja a luz da paz.

Tradução: Baby Siqueira Abrão

Fonte:Blog JJO – Juventude Judaica Organizada
http://www.jubiel.com.br/JJO/blog/

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O JOGO PALESTINO E A HIPOCRISIA DA ONU

Se o nosso mundo fosse razoável, e firmemente cingido pelo direito internacional e sabiamente guiado por seus princípios subjacentes de justiça, Israel não teria a necessidade de estar excessivamente preocupado com a decisão estratégica da liderança palestina de ignorar o processo de paz acordado e internacionalmente sancionado e, em vez procurar auspícios das Nações Unidas de um estado palestino declarado unilateralmente. Simplificando, os palestinos não podiam fugir doque foi e será acordado.
Como membro das Nações Unidas em boa posição, Israel poderia se consolar com o fato de que ele é o único membro da Assembléia Geral das Nações Unidas cujos direitos de soberania foram duas vezes afirmada no século passado, primeiro em 1922, pelo antecessor da ONU, a Liga das nações, cuja cessão de direitos judaicos no Mandato para a Palestina foram reafirmados em 1945 pela Organização das Nações Unidas "carta de fundação. Depois, houve a aceitação de Israel nas Nações Unidas em 1949, como o Estado judeu meticulosamente satisfeito todas as condições internacionais de um Estado membro da ONU que incumbem aos estados, conforme estabelecido na Convenção de Montevidéu 1933.
Em um mundo razoável e justo, o Estado judeu ainda seria capaz de confiar na Segurança das Nações Unidas, o compromisso do (CSNU) para "fronteiras seguras e reconhecidas" para Israel via passagem unânime do conselho da Resolução 242 após a guerra de 1967 e de afirmação de sua irmã Resolução do CSNU 338 após a guerra de 1973 que, tanto no plano jurídico e diplomático, ainda regem as relações entre Israel ea Autoridade Palestina na pendência de uma solução negociada.
E Israel também poderia levar em conta os invalidação 1991 das Nações Unidas do grotesco e da OLP de inspiração "Sionismo é racismo" resolução aprovada 16 anos antes pelo mesmo organismo internacional.
A confiança de Israel no compromisso do Conselho de Segurança de "fronteiras seguras e reconhecidas", que se tornou conhecido em taquigrafia diplomática como "fronteiras defensáveis", inspirou a confiança mínima legal e diplomático de Israel necessária para entrar em 18 anos de processos de alto risco a paz em frente ao terror grupo virou parceiro para a paz, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
Infelizmente, riscos calculados de Israel para a paz, a partir de Oslo de 1993 troca de cartas e do acordo provisório de 1995 para a retirada de Israel de Gaza de 2005 a de 2008 negociações de paz de Annapolis, resultou em cerca de 10.000 foguetes palestinos e desembarque morteiros sobre cidades e povoados israelenses, e mais de 1.200 israelenses mortos em ataques terroristas. Ironicamente, Israel ainda hoje está convidando seus vizinhos palestinos, para negociar um acordo de paz.
Infelizmente, não vivemos em um mundo razoável e lógico e utópico, como parece ser ingênuo. Ele também falha miseravelmente quando se trata de as Nações Unidas, o seu tratamento de Israel, e especificamente os eventos previstos na Assembléia Geral durante as próximas semanas alguns.
Estes eventos incluem, além da rotina, anual resoluções twentyodd destacar e atacando Israel, um pedido palestino para reconhecer um Estado palestino, a OLP ou conceder um status atualizado na ONU, e uma "celebração" do décimo aniversário da infamous 2001 Conferência de Durban ea Declaração, que desde então se tornou o precursor de uma campanha de legitimação-concertada contra Israel.
É patentemente claro a todos os membros da comunidade internacional que o chefe da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, não pode afirmar que um Estado palestino existe, exceto em papel, uma vez que não tem controle sobre o território que considera parte de seu estado, nem tem uma população permanente, conforme exigido pelo direito internacional para um Estado. Gaza é controlada pela organização terrorista Hamas. Jerusalém como capital de Israel está totalmente sob seu controle soberano, enquanto uma parte considerável da Cisjordânia permanece sob controle israelense e jurisdição em consonância com o processo acordado e não sancionadas de paz de Oslo e na pendência do resultado das negociações sobre o estatuto permanente.
Abbas para vir para a comunidade internacional e afirmam que ele tem os componentes de um Estado seria pura hipocrisia e um abuso cínico das Nações Unidas e seus Estados membros e instituições.
Para conscientemente afirmar que ele tem o controle do governo efetivo sobre uma população permanente e território definido ea capacidade de cumprir as normas e obrigações internacionais dos Estados civilizados seria deliberadamente mentir e enganar a comunidade internacional. A alegação de que ele representa uma entidade estado unificado, que inclui a Faixa de Gaza, apesar do fracasso das tentativas de uma reconciliação e do colapso total em qualquer diálogo entre o Fatah eo Hamas, ele terá que admitir que ele tem a responsabilidade de o soldado israelense cativo Gilad Schalit, sendo mantido refém em violação flagrante das normas mais importantes e convenções internacionais.
CLARAMENTE Abu Mazen e seus colegas estão vindo para a comunidade internacional com "mãos sujas" e sem a boa-fé que se poderia esperar de uma entidade que procura ser um membro respeitado do clube exclusivo de estados soberanos.
É deprimente o suficiente para pesar a hipocrisia da liderança palestina em arrastar a comunidade internacional por este processo não desejados e nocivos. O que é pior, no entanto, é a vontade da comunidade internacional, como tipificado pela Organização das Nações Unidas, para fechar os olhos e permitir-se ser de vapor de laminados em jogar o jogo palestinos e que lhes permite fugir com ela. Esta conivência inescrupulosa é agravado pelo fato de que a ONU sabe muito bem que o reconhecimento solicitado de um Estado palestino seria nada mais do que uma ficção, minando os princípios da Carta das Nações Unidas e algumas das resoluções mais importantes da ONU, bem como a própria base do processo de paz no Oriente Médio.
Membros da comunidade internacional também sabem que a adoção de tal resolução não será o fim do exercício, mas irá gerar tentativas dos palestinos de manipular e abusar dos princípios constitucionais e atualizar seu status em todos os diversos profissionais das agências especializadas da ONU , como a UNESCO, a Organização Mundial de Saúde, a União Postal Universal e outras a fim de atualizar palestinos agressões legais e diplomáticas contra Israel.
É tempo de a comunidade internacional se resolva parar de catering aos caprichos ilegal de a liderança palestina, na esperança errônea de que, permitindo-lhes manipular as instituições internacionais que possam mudar os seus hábitos e adotar normas aceitas.
Também é tempo de a ONU parar pampering os palestinos e dobra as suas próprias regras e princípios e, em vez ter um olhar sério a segurança de longo alcance, as consequências legais e diplomáticos dos eventos e do perigoso precedente que será cenário para o futuro tentativas por outros atores não-estatais e organismos internacionais semelhantes ao abuso e manipular os próprios princípios que ancoram o sistema estatal internacional.

Alan Baker é ex-embaixador para o Canadá e antigo conselheiro jurídico no Ministério das Relações Exteriores de Israel, onde serviu como um dos principais assessores jurídicos durante o processo de paz de Oslo. Ele é atualmente o diretor do Instituto para os Assuntos Contemporânea no Centro de Jerusalém para Assuntos Públicos e um parceiro no Avivbased lei Tel empresa MBKB and Co.

Dan Diker é o secretário-geral do Congresso Judaico Mundial.
Fonte: Jerusalém Post - http://www.jpost.com/Opinion/Op-EdContributors/Article.aspx?id=238476

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

PALESTINA OU ISRAEL - QUAL O NOME DA TERRA SANTA?

Palestina ou Israel – Qual o Nome da Terra Santa?

Durante os últimos séculos, o mundo, inclusive os cristãos, adotou um hábito ruim. Caímos na armadilha de uma antiga propaganda romana. Temos usado o nome “Palestina”, que foi colocado no país de Israel pelo imperador romano Adriano no ano de 135 d.c. Como essa denominação foi usada durante tanto tempo, esse nome se tornou de uso comum. Porém, ele é tão incorreto quanto seria chamarmos a Rússia de hoje de “União Soviética”, ou nos referirmos atualmente a Berlim como “Alemanha Oriental”.
O uso de “Palestina” na atual propaganda política

Está acontecendo agora uma guerra de propaganda política com o termo “Palestina”. Em um dado momento no passado, pode-se afirmar que “Palestina” era uma designação inócua da área do Oriente Médio que é geralmente entendida como a Terra Santa. Durante as últimas décadas, entretanto, o termo “Palestina” foi adotado pelos árabes que moram em Israel para designar a área a oeste do rio Jordão. O termo é usado especificamente para evitar o uso do nome Israel, e deve ser considerado um termo anti-Israel. Em todos os mapas publicados na Jordânia, no Egito, etc., a área a oeste do Rio Jordão é denominada Palestina, sem qualquer referência a Israel. A Palestina é o termo usado agora por aqueles que querem negar a legítima existência de Israel como uma nação genuína dentre a família das nações.

O termo agora adotado pela entidade política dentro de Israel que está gradativamente obtendo mais e mais porções de território através do “processo de paz” é Autoridade Palestina (AP). Embora tenha que tratar diariamente com os documentos oficiais israelenses, a AP odeia usar o termo Israel em qualquer uma de suas comunicações.

Portanto, “Palestina” deve agora ser considerado um termo de propaganda política com implicações maciçamente anti-Israel. A imprensa mundial usa o termo para questionar a legitimidade do Israel moderno. Os cristãos também têm usado o termo Palestina há séculos para se referirem à Terra Santa. Em tempos passados, isso poderia ser desculpado (embora biblicamente questionável) por causa de seu uso comum. Todavia, à luz da atual guerra de propaganda política contra Israel, os cristãos devem reavaliar o termo “Palestina” e considerar se é um termo bíblica, teológica ou profeticamente correto.
O uso bíblico de “Palestina”

O termo “Palestina”, da forma que foi aplicado à Terra de Israel, foi inventado pelo inveterado inimigo da Bíblia e do povo judeu, o imperador Adriano.

O termo Palestina é raramente usado no Antigo Testamento, e quando é usado, refere-se especificamente à área costeira a sudoeste de Israel ocupada pelos filisteus. É a tradução da palavra hebraica “Pilisheth”. O termo nunca é usado para se referir a toda a área de Israel. Antes que Israel se estabelecesse na terra, seria geralmente correto dizer que a área costeira a sudoeste era denominada Filístia (o Caminho dos Filisteus, ou Palestina), enquanto que as áreas centrais mais altas eram denominadas Canaã. Tanto os cananeus quanto os filisteus haviam desaparecido como povos distintos pela época do cativeiro de Judá em Babilônia (586 a.C.), e já não mais existem.

No Novo Testamento, o termo Palestina não é usado nenhuma vez. O termo Israel é essencialmente usado para se referir ao povo de Israel, em vez de se referir à Terra. Contudo, em pelo menos duas passagens, Israel é usado para se referir à Terra:

“...um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel” (Mt 2.20-21).

e

“Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, até que venha o Filho do Homem” (Mt 10.23).

A primeira passagem aconteceu quando José, Maria e Jesus retornaram do Egito para Israel; e a segunda refere-se à proclamação do Evangelho por toda a Terra de Israel. O anjo que falou a José, Mateus e Jesus usam o termo Israel com referência à Terra Santa, embora esse termo não fosse reconhecido pelas autoridades romanas naquela época.

Fica claro, então, que a Bíblia nunca usa o termo Palestina para se referir à Terra Santa como um todo, e que os mapas bíblicos que se referem à Palestina no Antigo e no Novo Testamento são, na melhor das hipóteses, imprecisos, e, na pior das hipóteses, são uma negação consciente do nome bíblico de Israel.
A história do termo “Palestina”

Onde se originou o termo “Palestina”? Como foi que o mundo e a Igreja adotaram o hábito de chamar a terra de Israel de “Palestina”? Um dos guias em nossas turnês a Israel é Zvi Rivai, um israelense cristão messiânico, que já fez consideráveis pesquisas sobre o assunto. Zvi nos informa que, antes do ano 135 d.C., os romanos usavam os termos Judéia e Galiléia para se referir à Terra de Israel. Quando Tito destruiu Jerusalém no ano 70 d.C., o governo romano cunhou uma moeda com a inscrição Iudea Capta, querendo dizer “a Judéia foi capturada”. O termo “Palestina” nunca foi usado nas designações romanas antigas.

Foi apenas quando os romanos aniquilaram a segunda revolta dos judeus contra Roma, liderada por Bar Kochba, em 135 d.C., que o imperador Adriano aplicou o termo “Palestina” à Terra de Israel. Adriano, como muitos ditadores de seu tempo, percebeu o poder da propaganda política dos termos e dos símbolos. Ele substituiu os santuários do Templo Judeu e do Sepulcro de Cristo em Jerusalém por templos a deidades pagãs. Ele mudou o nome de Jerusalém para Aelia Capitolina, e mudou o nome de Israel e da Judéia para Palestina. A escolha do termo Palestina por Adriano foi proposital, não acidental. Ele tomou o nome dos antigos inimigos de Israel, os filisteus, latinizou o termo para Palestina, e aplicou-o à Terra de Israel. Ele esperava apagar o nome de Israel de todas as memórias. Desse modo, o termo “Palestina”, da forma que foi aplicado à Terra de Israel, foi inventado pelo inveterado inimigo da Bíblia e do povo judeu, o imperador Adriano.

É interessante observar que os filisteus originais não eram, de forma nenhuma, do Oriente Médio. Eram povos europeus do Mar Adriático próximo à Grécia. Deve ter dado prazer a Adriano usar esse termo helenista para a terra dos judeus. De qualquer modo, o termo original “palestinos” não tem absolutamente nada a ver com os árabes.
A adoção do termo “Palestina” pelos cristãos

Um dos primeiros usos do termo “Palestina” é encontrado nos trabalhos de Eusébio, o historiador da Igreja, que vivia em Cesaréia. Ele escreveu em torno do ano 300 d.C., uma vez que a perseguição romana aos cristãos estava terminando e o imperador Constantino começava a aceitar o cristianismo como legal. Eusébio não aceitou a designação Aelia Capitolina que Adriano deu a Jerusalém, mas usou o termo “Palestina”. O próprio Eusébio considerava ser um dos bispos da Palestina. Assim, o nome anti-Israel e anticristão de “Palestina” foi assimilado ao vocabulário da Igreja à medida que o Império Bizantino ia sendo estabelecido.

Desde aquela época, a Igreja tem usado amplamente o termo “Palestina” na literatura e nos mapas para se referir à Terra de Israel. Não obstante, deve-se observar que as Cruzadas chamavam sua terra de Reino de Jerusalém. Entretanto, quando os britânicos receberam o mandato, depois da Primeira Guerra Mundial, eles chamavam os dois lados do rio Jordão de Palestina. Esse se tornou um termo geopolítico aceito por várias décadas, e aqueles que viviam naquela terra eram chamados de palestinos, sendo eles judeus, árabes ou europeus.

Nunca houve uma Palestina na época de Jesus. Esta é uma grave identificação incorreta. Seria algo como olhar um moderno mapa do estado do Texas com o título “O México no Século XX”.

Até mesmo cristãos evangélicos que crêem no futuro de Israel têm usado o termo “Palestina”. No final de muitas bíblias há mapas intitulados “A Palestina no Tempo de Jesus”. Nunca houve uma Palestina na época de Jesus. Esta é uma grave identificação incorreta. Seria algo como olhar um moderno mapa do estado do Texas com o título “O México no Século XX”.

Parece que os cristãos que crêem na Bíblia, seja consciente ou inadvertidamente, têm seguido o mundo, os pagãos e os que odeiam Israel ao chamarem Israel pelo nome anti-Israel de “Palestina”. Esse nome é encontrado em muitos mapas bíblicos, em comentários bíblicos e em livros-texto.
A designação adequada da terra

O uso do termo “Palestina” foi inadequado biblicamente e errado em toda a era da Igreja. Contudo, é mais do que apenas errado, é devastador quando, em nossos dias, o termo “Palestina” é a pedra de esquina da guerra da propaganda política contra Israel e contra o povo judeu. Será que queremos usar termos inventados por aqueles que odeiam a Cristo, a Bíblia e Israel? Será que queremos utilizar termos usados pelos inimigos de Israel que desejam realizar nada menos do que a destruição do povo judeu? Acho que não!

Os cristãos deveriam usar a terminologia da Bíblia sempre que possível. Por que não voltamos aos termos usados no Novo Testamento? Os escritores dos Evangelhos usaram o termo “Israel” para se referirem à Terra Santa. Por que deveríamos usar qualquer outro termo quando nos referimos à Terra Santa, especialmente agora que os judeus estão de volta a ela e se restabeleceram como a nação de Israel dentre a família das nações?

À medida que nos aproximamos da Segunda Vinda de Cristo, devemos entender que a fúria de Satanás contra a Igreja e contra Israel irá crescer exponencialmente. Satanás odeia o Evangelho do Messias crucificado e ressurreto, e odeia a realidade da restauração de Israel como nação que finalmente receberá Jesus como Messias em Seu retorno, e a nação que será o quartel-general terreno de Cristo. O único termo que devemos usar para a Terra Santa é Israel, ou suas subdivisões: Judéia, Samaria e Galiléia. Deveríamos empreender todos os esforços para remover o termo “Palestina” de nossos mapas bíblicos e de nossos livros-texto, e usar apenas termos bíblicos com referência à Terra Santa de Israel. (Thomas S. McCall, Th.D. - Pre-Trib Research Center - http://www.beth-shalom.com.br)
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, março de 2011.

domingo, 20 de março de 2011

UM FELIZ PURIM A TODOS! CHAG PURIM SAMEACH! HAPPY PURIM!

CHAG PURIM SAMEACH! HAPPY PURIM!
Purim é a grande oportunidade para ensinar as novas gerações.
É incrivel ver como as crianças estão entusiasmadas com esta festa maravilhosa, as meninas é claro, querem ser a princesa Hadassah (Esther) e os meninos se fantasiam de Super Homem e etc. Os sábios de Sião nos dizem que o milagre de Purim, que rescindiu o decreto para os judeus da morte á vida, fisica e espiritualmente, foi causada porquê Mordechai reuniu a todas as crianças judias a quem ensinou a Torá e com elas suplicou ao Altíssimo a ter misericórdia de seu povo. Ele, sendo um dos principais rosh do Sinédrio de seu tempo, soube leva-las a um espírito de sacrifício e arrependimento (Parashah 25) Vayikra - Lev. 6.1(13). Na verdade o maior "Super Homem Judeu" de seu tempo, na sabedoria, piedade e todos atributos possíveis, colocou tudo isto de lado para se dedicar a reforçar os fundamentos da educação, na verdade, indo pessoalmente para ensinar a Sagrada Torá com piedade e Nefesh Mesiras, para todas as crianças pequenas e aos jovens. De tudo isto, a mensagem que podemos aprender é esta : Não importa a sua posição na sociedade e na vida. Ou a importância que as atividades ou as pessoas parecem ter, é preciso, em primeiro lugar e acima de tudo, dedicar pelo menos uma parte de nosso tempo e esforços para a causa mais importante de todas: salvar a nossa geração de crianças e jovens a partir da implantação neles, a devoção a tudo que foi sagrado para nós. Desde os nossos Patriarcas que receberam a Sagrada Torá no Monte Sinai, a devoção ao ponto de auto-sacrifício. Livrando os da assimilação de nosso tempo. A mistsvá de tsedacá (caridade e compaixão) com os sobreviventes, necessitados do terremoto e as famílias no Japão, quem sabe uma de nossas tribos perdidas? Só desta forma que conseguiremos vencer os nossos inimigos: Hamãs de nossas vidas e assegurar a existência de nosso povo. Tem muitas pessoas que ainda não entenderam, mas Israel é o milagre de todo dia, isto é o livramento, o Purim todos os dias, de nossos adversários e na verdade na leitura da Meguilá, parece-nos que não vemos um ato sobrenatural do Eterno nesta história, que parece mais exaltar a astúcia de Mordechai e a coragem de Hadassah (Esther) a evitar aquela tragédia. Porém Purim nos mostra o Divino e espiritual em oculto. O milagre da sobrevivência de nosso povo, mais uma vez na força da mulher e sua tradição judaica em seu cotidiano, agindo e usando o poder sabiamente que personificou o milagre de Purim. Que possamos todos nós, comemorar com nossos filhos e jovens e expressar o real sentido desta festa maravilhosa.
Um feliz Purim a todos!
Chag Purim Sameach!
Happy Purim!

"Baruch Ata Ado'nai, Elo-heinu Melech ha'olam ha'rav et riveinu, ve'ha'dan et dinenu, ve'ha'nokem et nikmatenu, he'ha'meshalem gmul lecol oivei nafshenu, ve'ha'nifra lanu mitzareinu. Baruch Ata Ado'nai, ha'nifra le'amo Israel mi'col tzareihem, ha'El ha'moshia."
"Bendito sejas tu Senhor, Nosso D'us, Rei do universo, que luta nossas batalhas, julga nossos julgamentos, vinga nossas vinganças e pune os inimigos de nossas almas, fazendo os que nos molestam pagarem o preço. Bendito sejas tu Senhor, que age pelo Povo de Israel perante a todos que os molestam, o D'us da salvação."

domingo, 30 de janeiro de 2011

"EM MEMÓRIA AS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO"

"EM MEMÓRIA AS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO"


"Menina: Tenho que lhe dizer uma coisa, senhora... Tem no seu braço uma tatuagem sem graça nenhuma. É só um montão de números. Senhora: Bem, teria a tua idade quando ma fizeram. Mantenho-a como uma recordação. Menina: Oh! ... Uma recordação de dias mais felizes? Senhora: Não, de um tempo em que o mundo ficou louco. "Imagina-te a ti mesma num país em que os teus compatriotas seguem a voz de um político extremista que não gostava da tua religião. Imagína que te tiravam tudo, que enviavam toda a tua família para um campo de concentração, para trabalhar como escravos e ser assassinados sistematicamente. Nesse sítio tiravam-te até o teu nome para ser substituído por um número tatuado no teu braço. Chamou-se a isso O Holocausto, quando milhões de pessoas foram mortas só pelas sua crenças religiosas..." Menina: Então tu usas essa tatuagem para recordares o perigo das políticas extremistas! Senhora: Não, querida. É para que tu o recordes. " Tradução do cartoon

"O povo judeu decidiu impedir que o Holocausto seja esquecido, para que, com sua lembrança, fique assegurado que o mundo não permitirá jamais que torne a acontecer com os judeus ou com qualquer outro povo ou grupo na Terra."

"Sei que as fotos nos chocam, "mas uma sociedade que não se lembra do seu passado, está condenada a repeti-lo novamente." Não podemos deixar que nossa memória caia no esquecimento, NÓS SEMPRE NOS LEMBRAREMOS, para que nenhum nazista, na contra-mão da história negue o fato, o testemunho visual é muito importante. NÓS JAMAIS NOS ESQUECEREMOS!!

"Se não nos lembramos dos guetos, dos campos de extermínio, das perseguições, das matanças, estamos abatendo os mártires com o derradeiro e mais cruel dos golpes: o esquecimento."

Max Nahmias.

"Guardem e registrem tudo agora -consigam os filmes- tragam as testemunhas- porquê ao longo da história ainda se levantará um bastardo que afirmará que nada disso aconteceu."

General americano Dwing Eisenhower Comandante Geral das Forças Aliadas na Europa em 1945.

"a vida é muito perigosa. Não pelas pessoas que fazem o mal, mas por aquelas que ficam sentadas vendo isso acontecer"

Albert Einstein



"Quem salva uma vida, salva o mundo todo."

Provérbio Judaico Talmud.

"A história está repleta de destroços daquelas nações que tentaram subjugar e erradicar o povo escolhido de D'us. Finalmente, as suas tentativas de varrer a nação de Israel deste planeta terminaram em fracasso, porque o D'us de Abraão, de Isaque e de Jacó jurou solenemente: "abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem" Gn 12.3. Essa promessa é apenas uma dentre tantas que o Senhor D'us de Israel fez ao Seu povo escolhido."

"Quem é como o teu povo Israel, gente única na terra?" II Sm 7.23. A eleição de Israel por D-us é questionada desde há muito, pois muitos não compreendem o por que do Eterno os haver escolhido para que seus propósitos eternos pudessem ser revelados a humanidade. Por isso surgem ataques, discriminação, ódio, antisemitismo, etc..., tudo por causa da escolha de D-us por Israel...

“Livra-me, HaShem, do homem perverso, guarda-me do homem violento, cujo coração maquina iniqüidades e vive forjando contendas. Aguçam a língua como a serpente; sob os lábios têm veneno de áspide” Salmo 140.1-3. “Não concedas, YHWH, ao ímpio os seus desejos; não permitas que vingue o seu mau propósito” Salmo 140.8. “Se exaltam a cabeça os que me cercam, cubra-os a maldade dos seus lábios. Caiam sobre eles brasas vivas, sejam atirados ao fogo, lançados em abismos para que não mais se levantem. O caluniador não se estabelecerá na terra; ao homem violento, o mal o perseguirá com golpe sobre golpe” Salmo 140.9-11. “Sei que YHWH manterá a causa do oprimido e o direito do necessitado. Assim, os justos renderão graças ao teu Santo Nome; os retos habitarão na tua presença” Salmo 140.12-13. “Porque quantas são as promessas de YHWH, tantas têm Nele o sim; porquanto também por Ele é o amém para glória de Yeshua, por nosso intermédio” 2 Coríntios 1.20. "E de todos sereis odiados por causa do Meu Nome... Na vossa paciência possuí as vossas almas" Lucas 21.17, 19.